O desenvolvimento espiritual requer, Assiduidade, Respeito, Comprometimento!
A espiritualidade, a mediunidade e a incorporação, são assuntos Sérios; então levem a Sério!!!!!!
domingo, 15 de abril de 2018
Espiritualidade.
sexta-feira, 2 de março de 2018
RESGUARDO É FORÇA.
Nós que freqüentamos uma casa de asé, em algum momento da nossa caminhada, estaremos de resguardo, que é uma pedra no caminho de muita gente. O fato de ter algo proibido de ser feito na sua vida, por você, mesmo que por uma parcela pequena de tempo é incômodo, mas é algo necessário.
O resguardo, ou o que muitos chamam de preceito, é necessário por uma questão de respeito, de manter o corpo “limpo” de interferências que não sejam dos Orisás. O resguardo nos faz senhores de nós mesmos, aprendemos a dominar a nossa vontade, sacrificamos essa vontade visando um bem maior, não somente nosso, o da nossa comunidade, nossa família de santo.
Ele também mostra aos nossos Orisás a força da nossa vontade, que conseguimos usar a razão acima da emoção, da busca pelo prazer, que conseguimos sacrificar um pequeno momento de prazer por um bem maior que vislumbramos para nossa vida. É uma contribuição em troca da força que nos concedem, e acima de tudo é respeito, respeito ao trabalho feito em prol do nosso bem, é respeito pelo Orisá que está sendo agradado naquela obrigação, é respeito pelo asé que colocaram em nossos oris.
Orisá quer ser obedecido, integralmente, não aceita migalhas, não aceita sobras, não se barganha com eles. Quebrou o resguardo, o trabalho foi vão, não se conserta elos de confiança do dia pra noite. A quebra do resguardo não agride ou interfere na vida de nenhum participante de uma obrigação a não ser o próprio obrigacionado, portanto, saiba que a quebra de um resguardo pode unica e exclusivamente prejudicar a sua própria vida.
Em resumo, precisamos lembrar sempre que resguardo é sinônimo de força, e traz asé a todos nós.
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Òmó T'Òsálá - Filho de Oxalá.
Os omos de Oxalá, são pessoas tranquilas, com tendência à calma, até nos momentos mais difíceis; conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem objetivamente para obtê-lo. São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente. Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os omos de Oxaguian.
São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.
Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas raramente orgulhosos.
Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema.
No Oxalá mais velho (OXALUFÃ) como é chamando no Candomblé sua tendência se traduz em ranzinzice e intolerância, enquanto no Oxalá novo (OXAGUIÃ) tem certo furor pelo debate e pela argumentação.
Para Oxalá, a ideia e o verbo são sempre mais importantes que a ação, não sendo raro encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto fundamental.
Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física; não é alto e magro como o filho de Ogum nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e se postar dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem.
Para que o filho de Oxalá tenha uma vida melhor, deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar ceder à sua natural teimosia.
No amor:
O HOMEM DE OXAGUIA/OXALA/OXALUFA – Sendo um aventureiro no amor será difícil agarrar esse homem cobiçado pelas mulheres pela eloquência e pelo porte geralmente altivo, sendo um homem muito sensual. Mas é muito ciumento o que o faz vulnerável quando a pessoa que o conquistar compreender que ele não pode pensar que ele é o “dono da situação”, aí ficará manso e se ligará mais ao relacionamento, mas pode ser muito infiel eventualmente.
A MULHER DE OXAGUIA/OXALA/OXALUFA – As filhas de todos os Oxalás são geralmente independentes, teimosas e livres. Prender sua atenção requer “paparica-la” um pouco ai poderá encontrar uma mulher doce e entregue nos relacionamentos amorosos. Geralmente notada em todos os ambientes onde entra, pode paquerar a todos e realmente se interessar por apenas uma pessoa, mas fará todos concorram pela sua atenção, pois é bastante sensual envolvendo a muitos em seu jogo amoroso.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Ení.
Esteira, Decisa, Eni, Enin, Adicissa, são nomes pertinentes a peça de artesanato, feita de vários materiais: Táboa(planta), sisal, palha, etc...
Muito usada no nordeste do Brasil e em terreiros Afro-brasileiros.
Objeto sagrado, muito importante para o povo do Candomblé, fazendo parte de quase todos os rituais como:
Mesa de oferendas e comidas ritualísticas dos iniciados ou não.
Mesa de ebós e comidas de Orixás prontos.
Amparo durante os Pawós dos iniciados.
Suporte para ervas, durante a Sassanha(sasayn).
Cama do Yawô, onde por baixo dela são feitos os ÒRÓS(segredos)da feitura.
Mesa, sendo base para comidas de ajeun do Yawô.
Como mesa e cama no ritual BORI. Etc...
PORQUE DORMIR NA ESTEIRA?
O Candomblé tem a crença de que os próprios Orisás viveram por algum tempo na Terra. Naquela época onde a humanidade ainda dava seus primeiros passos há milhares de anos, a vida era muito mais ligada a natureza e com menos conforto do que experimentamos hoje em dia.
Os iniciados que ainda estão de preceito, devem por estar com o Orisá próximo a eles durante esse período, imitar alguns dos costumes que os próprios Orisás tinhas, quando em sua passagem terrena: Dormir em esteiras, e não se secar após o banho, entre outros.
O Luxo de uma cama, um conforto melhor, deve ser deixado para trás, durante rituais com Orisás, Pois bem sabemos, nascemos novamente, com as características dos nossos Orisás.
Dormir na esteira representa o retorno ao principio da vida, o reencontro com a ancestralidade. Dormimos na esteira para ter contato com o elemento que nos deu a vida: A Terra!
Também porque precisamos esquecer a vaidade, as futilidades e os confortos modernos, estamos renascendo e precisamos fazer isso de forma humilde.
Existe algumas considerações importantes sobre como manusear a esteira, dentre elas cito algumas:
- Pessoas de Orisá masculino não carregam a esteira.
- Pessoas de Orisá feminino carregam a esteira.
- Pessoas iniciadas, homens ou mulheres, de Orisá masculino, não levantam a esteira do chão.( GERA ATÉ DISCUSSÕES rs)
Eni ou Enin, usadas no Útero de uma casa de Candomblé, geralmente são ofertados à Yèmònjá ou Òsún, no ritual Afexu.
Asé...
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
ASÉ OMÍFÁLÁYÒ.
O ASÉ OMÍFÁLÁYÒ, É FILHO DO ILÊ AXÉ OBÁ OMIM IYAMASSÊ, LOCALIZADO NO BAIRRO DE ITINGA - LAURO DE FREITAS-BA, LIDERADO PELO BABÁLÓRÍSÁ, JOSÉ ROBSON DE SOUZA SANTANA - OBÁ LOGY, NETO DO ILÊ TRÊS UNIDOS, LOCALIZADO EM PARIPE - SALVADOR-BA, LIDERADO PELA IYÁLÓRISÁ ELISA MARIA DAS DORES, FUNDADO NO ANO DE 1970.
O ILÈ ASÉ IYÁ OMÍFÁLAYÒ, LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DE LAURO DE FREITAS - BAHIA, INICIOU SUA MISSÃO EM 2014, APESAR DAS DIFICULDADES EM SUA JORNADA, O ILÈ ESTÁ EM ATIVIDADE, MANTENDO ASSIM A UNIÃO, O RESPEITO E ACIMA DE TUDO A FÉ, SEGUINDO POR CAMINHOS PRÓSPEROS, DISSEMINANDO O ASÉ E MANTENDO AS TRADIÇÕES.
LIDERANÇA: RAFAEL CIRNE, L'ÒMÍN TY ÒSÚN.
NAÇÃO: ÀLÁKÈTÚ.
ÒRÍSÁ REGENTE: ÒSÚN KÁRÈ.
CASA DE FORÇA SUSTENTADA POR IYÁ ÒSÚN, FUNDADA EM 2014 POR RAFAEL RODRIGO CIRNE SANTANA, MAIS CONHECIDO POR L'ÒMÍN TY ÒSÚN KÁRÈ.
PRESERVAR O CULTO AOS NOSSOS ANCESTRAIS, DEFENDER A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA, SOCIALIZAR, TRANSFORMAR VIDAS ATRAVÉS DO RESGATE AO RESPEITO A DIVERSIDADE.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Xaorô (Sàòró).
São anéis providos de guizos utilizados nos tornozelos pelos Iyawos, com uma dupla função, protegê-los de possíveis forças negativas e manter a mãe criadeira informada sobre o movimentos do recém-nascido para o Orisá.
Segundo o povo de santo, o xaorô livra o iniciado da morte.
Esses anéis com barulho também são usados nos tornozelos pelas crianças abikús, para afastar os companheiros que tentam vir buscá-los no mundo e lembrar-lhes suas promessas.
No caso dos abikús, constituem verdadeiros talismãs, preparados pelos babás e iyas para que os membros da sociedade dos abikús, Egbé ará orun, deixem nos em paz.
O Xaorô(guizo), tem simbologia aproximada a do sino, sobretudo pela percepção do som.
Simboliza o ouvido e aquilo que o ouvido percebe, que é reflexo da vibração primordial.
A repercussão do Xaorô é o som sutil da revelação. Muitas vezes têm por objetivo fazer perceber o som das leis a serem cumpridas.
Universalmente, tem um poder de purificação, afasta as influências malignas ou pelo menos, adverte da sua aproximação.
Sem dúvida, simboliza o apelo divino ao estudo da lei, a obediência à palavra divina, sempre uma comunicação entre o céu e a terra, tendo também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.
Todos os Orisás usam o XAORÔ, mais o mesmo pertence a OBALUAIYÊ.
Obaluaiyê gostava muito de passear, saía e esquecia de tudo.
Yemonjá vivia preocupada com seu filho, pois não sabia do paradeiro do mesmo. Para saber por onde Obaluaiyê andava, achando-o facilmente, Yemonjá colocou xaorôs em seu tornozelo.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Adjá, Instrumento Sagrado.
Adjá, Adjarin(ÀÀJÀ EM IORUBÁ) é uma sineta de metal, utilizada pelos sacerdotes do candomblé, durante as festas públicas, acompanhando o toque. Usado também nas oferendas, como a finalidade de chamar os Orisás ou provocar o transe(incorporação).
O objeto pode ser de uma, duas, três e até 4 sinetas e o cabo geralmente é do mesmo material, que pode ser de bronze, metal, dourado ou prateado.
Atualmente existem no mercado muitas variações e se adornam estes com buzios, pedras, miçangas, palha da costa, entre muitos outros enfeites.
É um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do candomblé.
É comum vermos nas rodas de Candomblé, pessoas mais velhas de santo, tocarem esse instrumento enquanto dançam para e com os Orisás.
Seu manuseio, no entanto é vedado aos que ainda são Yawôs, ou seja: Aqueles que ainda não possuem sua obrigação de Sete anos. Também aos não iniciados nos preceitos da religião.
Durante a dança, o instrumento serve para invocar e manter a vibração do Orisá na sala, para que a energia não saia daquele local onde está sendo realizado o candomblé.
Quando se dança com algum Orisá, uma Ekedi ou um Sacerdote, dançam acompanhados desse instrumento para guia-lo durante o ritual.
Já em determinadas situações como rezas e outras obrigações, o Adjá tem a função de chamar nossos Orisás para aquele rito, fazendo com que os mesmos abandonem temporariamente o ORUN(morada), para se manifestarem em seus fillhos.
Também usamos o Adjá para anunciar o inicio de algum ritual ou para chamar atenção das pessoas para algum ato importante.
Com tudo no Candomblé, o Adjá passa pelo processo de imantação e dado a esse que somente pessoas autorizadas podem toca-lo.
De Esú a Osalá, todos eles respondem ao chamado desse instrumento litúrgico, bastando que a pessoa saiba como utilizá-lo. Seu som chama a atenção dos Orisás, anunciando que alguma coisa está sendo feita naquela casa.
O Adjá provoca o transe das pessoas, quando tocado acima de suas cabeças, pois no processo de imantação, ele recebe as energias do sacrifício que foi oferecido a determinado Orisá.
Pessoas que ainda não possuem direito de usá-lo, são imediatamente incorporadas por seu Orisá ao pegarem no mesmo. Nosso zelador utilizou aquele instrumento para chamar nosso Orisá, desde o nosso BORÍ até nossa INICIAÇÃO, sendo assim, como vamos sair tocando ADJÁ sem termos recebido autorização para o tal?
Vale lembrar que quando recebemos a autorização para manusear esse instrumento, nosso Orisá costuma vir para que seja “QUEBRADA A QUIZILA” e assim, ele possa reconhecer nosso direito.
Usado em cerimônias festivas ou não, o Adjá é de sua importância no Candomblé e se você ainda não está autorizado para fazer uso do mesmo, não faça!
Não pegue e nem utilize, pois as conseqüências podem ser graves.
ASÉ!
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