terça-feira, 31 de outubro de 2017

Amar o Òrísá é passar por cima do orgulho, da vaidade e do ego.

Quando saímos de nossa casa residencial e vamos para o terreiro ou barracão de santo, precisamos compreender que apesar de ser nosso lar espiritual onde nosso Orixá e nossas entidades se representam, não é lugar de se achar a vontade usando conversas e tendo atitudes desrespeitosas.
As divergências sempre irão existir, porque são pessoas de educação e culturas diferentes tentando interagir. Respeite o seu irmão e, ao invés de apontar ou criticar, ressalte os pontos positivos, evite fofocas, bate boca. Todos estão alí, buscando solução para seus problemas pessoais e espirituais e não para somar mais problemas.

Ao levantar e ao deitar agradeça ao seu Orixá. Não vá apenas para pedir, vá principalmente quando não tiver nada para pedir. Esse é o verdadeiro gesto de amor ao santo. Lembre-se do poder da palavra. Ouvir é Ouro e falar é prata.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Òdún Èsàn - Nove anos de Consagração ao Òrísá.

E Káàró... Bom dia!

Em nome da Ekede Celinha eu agradeço à todos por tudo sem exceção...

A bendição de todos os mais velhos...

E se sintam abençoados todos os meus mais novos...

Não sei por onde começar...

Hoje quero agradecer, pelos 9 anos de iniciação da Ekede Celinha.

Ekede Celinha chegou até aqui com dois aspectos:

1 nunca perdeu a fé, 
2 sempre teve coragem para lutar e nunca nos dar o direito a chorar!

O resto... se resume em agradecimento...

Sem mais,

Odún Èsàn, 

9 Anos de Consagração ao Òrísá...

Parabéns à todos nós!

Por ter conosco essa guerreira!

Yemanjá, Òsálá,

Òsún e Sángò, 

Òbálùaíyè e Òyá, 

Todos os Òrísás, 

Todos os maravilhosos e sempre presentes (Ancestrais), 

Hoje e sempre, 

Estão e estarão em festa!

Falar mais o que?!

Odún Èsàn Kódún Òdún Áláfíá sempre!

Obrigado, 

Obrigadoo, 

Obrigadoooo, 

Obrigadooooo, 

Obrigadoooooo, 

Obrigadooooooo, 

Obrigadoooooooo, 

Obrigadooooooooo, 

Obrigadoooooooooo pelos 9 anos, 

E para todo o sempre!

Att,

De seu filho sanguíneo, filho de Asé.

Bábálórìsá Rafael T'Òsún.

domingo, 22 de outubro de 2017

Liberdade religiosa.


A Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pelos 58 estados membros conjunto das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, no Palais de Chaillot em Paris, (França), definia a liberdade de religião e de opinião no seu artigo 18:

Historicamente, a liberdade de religião tem sido usado para referir-se a tolerância de diferentes sistemas de crença teológicas, ao passo que a "liberdade de culto" foi definida como a liberdade de ação individual. Cada um destes elementos existiram em diferentes graus na história. Embora muitos países na Antiguidade, Idade Média e Moderna tenham aceitado alguma forma de liberdade religiosa, ela foi frequentemente limitada, na prática, através de uma tributação punitiva, uma legislação repressiva socialmente e a privação de direitos políticos.

A liberdade de religião e de opinião é considerada por muitos como um direito humano fundamental. A liberdade de religião inclui ainda a liberdade de não seguir qualquer religião, ou mesmo de não ter opinião sobre a existência ou não de Deus (agnosticismo e ateísmo).

Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

A liberdade de religião, enquanto conceito legal, ainda que esteja relacionada com a tolerância religiosa, não é idêntica a esta - baseando-se essencialmente na separação da Igreja do Estado, ou laicismo, sendo a laicidade (laïcité, no original), o estado secular que se pretende alcançar.

Podemos assim compreender porque a liberdade de consciência, de crença e de opinião representou o fundamento ou a pedra angular sobre a qual se buscou construir uma sociedade livre para os habitantes da América do Norte. Em 1789 a Assembléia Nacional Francesa defendeu a universalização dos direitos humanos durante a fase revolucionária. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, do mesmo ano, afirmou categoricamente: Tendo em vista que a ignorância, o esquecimento ou desprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção dos governos, [os representantes do povo francês] resolveram declarar solenemente os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem. Foram reconhecidos e afirmados dessa forma os Princípios da Liberdade e da Igualdade tanto na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789,

Liberdade Religiosa nos países da lingua portuguesa

Brasil

A Constituição brasileira de 1988, consagrou de forma inédita que os direitos e garantias expressos na Constituição "não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte." (art. 5°, § 2°). Assim, os direitos garantidos nos Tratados de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil integram a relação de direitos constitucionalmente protegidos.

A Constituição Federal consagra como direito fundamental a liberdade de religião, prescrevendo que o Brasil é um país laico, ou seja, nosso Estado não pode adotar, incentivar ou promover qualquer deus ou religião, embora propicie a seus cidadãos uma perfeita compreensão religiosa, tanto para quem acredita em deus(es) como para quem não acredita neles, proscrevendo a intolerância e o fanatismo[carece de fontes].

Assim, o Estado presta proteção e garantia ao livre exercício religioso, mas deve existir uma divisão muito acentuada entre o Estado e a Igreja (religiões em geral), de forma que suas decisões não sejam norteadas por doutrinas religiosas; portanto, não pode existir nenhuma religião ou deus oficial, qualquer que sejam. Em seu artigo 19, a Constituição Federal proíbe ainda a todos os entes federativos brasileiros o estabelecimento de cultos religiosos.

A Constituição Federal, no artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

O inciso VII afirma ser assegurado, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.

O inciso VII do artigo 5º, estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

O artigo 19, I, veda aos Estados, Municípios, à União e ao Distrito Federal o estabelecimento de cultos religiosos ou igrejas, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

O artigo 150, VI, "b", veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a instituição de impostos sobre templos de qualquer culto, salientando no parágrafo 4º do mesmo artigo que as vedações expressas no inciso VI, alíneas b e c, compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

O artigo 210 assevera que serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais, salientando no parágrafo 1º que o ensino religioso, de matéria facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

O artigo 213 dispõe que os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação e assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades. Salientando ainda no parágrafo 1º que os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.

O artigo 226, parágrafo 2º, assevera que o casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Òsún.

Òsún Kàré seria a passagem de Òsún quando descobre o mél das abelhas depois de ter sentido o amargo do fél das folhas de ossanhê, então ela descobre o mél e dele se lambuza, pois acha que irá encontrar no mél a vitalidade e a beleza eterna então ela sai de Òsógbô e vai até o rio Níger onde se cultivava as colméias de mel em pequenas rochas e por esta razão Òsún usa a cor do mel em suas contas. E nesta essência ela se torna ainda mais bela, mas é apenas um sentimento da própria Òsún. Òrè Yè Yè Ò!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

HOMEM DE FÉ.


Existe uma distância enorme que separa a postura do homem religioso e da postura do homem racional.

O religioso é aquele que busca a compreensão de tudo o que diz respeito aos dogmas, procedimentos ritualísticos, liturgias e filosofia de sua religião, o que o diferencia também do fanático, que aceita qualquer coisa sem compreender e sem contestar.

O homem racional não busca a compreensão e sim o resultado. Para ele a religião, seja qual for, é uma butique de milagres onde os resultados pretendidos devem ser obtidos e, invariavelmente, em curto prazo.

O que não pode ser provado em laboratório, o que não lhe trouxer um resultado prático e positivo, e para o racional, considerado obsoleto e, como tal, jogado na cestinha das bobagens sem utilidade. O homem racional é, em essência, um cético e ateu.

Creio que esta introdução pode servir para responder, em parte, aos diversos questionamentos da maioria das pessoas de forma mais objetiva, já que tratamos com pessoas confessadamente pragmáticas, ou seja, que considera o valor prático como critério da verdade, eu diria que quando se tira um Odu regente, o que se pretende na verdade é buscar em Òrúnmílà, os aconselhamentos e orientações para que se possa proceder de forma a assegurar que tudo transcorra bem a partir da execução de determinados procedimentos, sejam eles religiosos ou posturais.

Somente as pessoas crentes no poder de Òrúnmílà podem aceitar as orientações daí decorrentes e segundo as mesmas, participar dos ritos, observar as interdições, seguir os aconselhamentos e oferecer os sacrifícios propiciatórios e defensivos determinados.

Não sendo assim, de nada adianta “sacar-se” um Odu para saber dessas orientações, e não segui-las, ou obedecê-las, e assim NÃO se beneficiar das orientações por ele trazidas. Temos o grave defeito (humano, congênito, cultural e Geográfico), de culparmos aos Òrìsà, pela não realização de nossos anseios.

Costumo dizer que Òrìsà lê a mente e o coração de todos nós, e o que a boca fala, às vezes, não é o que o coração e a mente executam. E daí provém a não execução de alguns desejos nossos ou a demora da realização dos mesmos ou o atendimento, mas não da forma que desejaríamos. Devemos ter a consciência de que estamos aqui na Terra para aprender, para evoluir, para recebermos as benesses deÒrìsà, mas não de graça. Temos um dever, mas sempre queremos apenas os direitos. E quase sempre relutamos em executar os deveres conforme as determinações de Òrúnmílà. Temos a pretensão de achar que sabemos mais que Òrúnmílà, e constantemente “botamos queda de braço” com Ele.

Na grande maioria das vezes fazemos o que queremos e também constantemente contra as determinações do Oráculo.

Achamos que os sacerdotes, por serem humanos como nós, nada sabem. Achamos que as impressões, por ele apresentadas, são de sua autoria.

O que normalmente não é. E aí...pagamos caro...e normalmente com dor, pela nossa descrença. E mesmo assim, relutamos em crer em nosso sacerdote, em suas determinações fornecidas por Èsú.
Culpamos aos Òrìsà, por tantas coisas, que chega a ser ridículo as colocações.
Mas tudo devido a nossa incompetência, a nossa negligência, a nossa falta de confiança e na falta de FÉ. Mas, como homem estudioso de minha Religião, um Sacerdote que busca constantemente uma melhor evolução religiosa, cultural e litúrgica, crente na sabedoria de Òrúnmílà, creio que as orientações que Ele me fornece para minha proteção e das pessoas pertencentes ao meu Egbe, através do Odu, funcionam, como tem funcionado até hoje de forma muitíssimo satisfatória, para aqueles que seguem essas determinações, e que têm em Òrúnmílà, e em Èsú, como seus orientadores e mentores espirituais. E reafirmo aos que lêem a este, que busquem dentro de si mesmos as respostas, baseadas nos ensinamentos de Ìfá. Busquem aprimorar-se como seres humanos, como pessoas que estão em busca não só de bem estar material, mas sim na busca de ÌWÀ (caráter). Que assumam seus compromissos assumidos diante de Ìfá, e de Èsú, e cumpram-nos, para obterem assim as tão desejadas benesses materiais.

Não adianta querer, e não fazer. Não adianta falar para o Mundo, e não sentir dentro de si mesmo, não adianta teimar, e não seguir as determinações ,não adianta receber e depois descumprir o assumido,
não adianta... Pois ninguém engana a Èsú!!!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Significado da navalha.

O ato de "usar" a navalha numa feitura de iyawô tem significados muito sutis e importantes.
Chamado de sacrifício (sagrado ofício), simboliza a passagem de um estado inferior para um superior. É o símbolo mais usado para exprimir a ruptura de níveis e a penetração no "outro mundo", no mundo supra-sensível (seja o dos mortos ou o dos deuses). É penoso passar pela lâmina afiada da navalha, pela "ponte apertada e perigosa" que exprime a necessidade de transcender os contrários, de abolir hábitos que caracterizam a condição humana a fim de conseguir alcançar um modelo de vida mais próximo à retidão do esforço espiritual, colocando-se no eixo de uma outra polaridade.
Os cabelos possuem o dom de conservar "relações íntimas" com o Vodum/Orixá/Inkice, mesmo depois de separados do corpo. Simbolizam suas propriedades ao concentrar espiritualmente suas virtudes: permanecem unidos a quem foi oferecido.
Na maior parte das vezes, os cabelos representam certas virtudes ou certos "poderes": a força e a virilidade, por exemplo, no mito de Sansão.
Os cabelos oferecidos ao Vodum/Orixá/Inkice tornam-se imantados e influem "magicamente" sobre o destino de seu proprietário, o iniciado. O ato de doar o cabelo à divindade corresponde não só a um sacrifício mas também a uma rendição: a renúncia às virtudes, às prerrogativas, enfim à própria "personalidade" para uma estreita relação ao arquétipo dessa divindade.
Ficar sem fazer uso do pente durante o período de resguardo e obrigações, simboliza a submissão, a concentração e a ligação com as dividades. Ficar com os "cabelos desgrenhados" já era um costume dos antigos feiticeiros em seu ofício e de seus aspirantes. De modo geral trata-se de uma renúncia às limitações e às convenções do destino individual, da vida comum, da ordem social.
Os cabelos são considerados como a morada da alma. A queda do cabelo (feitura) é uma importante cerimonia que requer inúmeros preceitos preparatórios e representa que aquele neófito deixa de ser pagão recebendo então, nessa ocasião, seu verdadeiro nome (digina). Considera-se que o abian esteja vunerável às forças negativas, a partir do momento em que é despojado com a perda de seus cabelos, liberta-se dessas energias.
O elo estabelecido entre o cabelo e a força vital primária de um abian se renova no ato da feitura, tornando-o, ao mesmo tempo em que perde seus cabelos ligados a sua vida profana, uma nova pessoa com um nova força vital. O conceito de força vital traz consigo, forçosamente, os de alma e de destino.
Por tudo que representa o fio da navalha e o cabelo, podemos avaliar o quanto de preceitos uma navalha tem que passar para poder ser usada em uma feitura.
Ase a todos!!!!"

domingo, 17 de setembro de 2017

O CANDOMBLÉ É PARA TODOS, MAS NEM TODOS SÃO PARA O CANDOMBLÉ!

A muito me questiono e sou questionado sobre esse assunto, "todo mundo pode ou deve se iniciar no Candomblé?
E uma pergunta complexa mais de simples resposta, "não", muitos nem deviam ter sidos iniciados!
Quem já leu meu post que fala sobre Candomblé já sabe como e qual é a base dele; Candomblé é um culto aos Orixás e Ancestrais, não é uma religião, pois a concepção de religião e Se religar ao seu sagrado, nos do Candomblé somos descendentes desse sagrado por isso o cultuamos, os louvamos, mantemos vivo esse Sagrado em nos!
Todos os seres humanos são descendentes desse mesmo sagrado, afinal a humanidade teve seu inicio na região do continente Africano onde hoje é a Nigéria a mais de 6 milhões de anos é isso já está provado cientificamente, porem muitos pessoas perderam o vinculo genético com seus longínquos ancestrais, perdendo assim o vinculo com esse sagrado, como eu escrevi acima nós cultuamos nosso ancestral sagrado é não nos religamos a ele.
Partido desse principio a iniciação ao culto dos Orixás seja através do Candomblé, Santéria, Ifá, Isese Lagba, Batuque, Cambinda, etc...  só e permitido e necessário para os descendentes desses mesmos Orixás ligados pela família, se a pessoa não tem direta ou indiretamente uma ligação ancestral não é preciso e em "alguns casos nem é permitido a iniciação, podendo acarretar em desastre com a pessoa ou na família", A pessoa mesmo assim por amor pode louvar os Orixás? Sim pode, pode até realizar oferendas e vir a ter um cargo dentro de uma Casa de Candomblé. Quem são essas pessoas?
O Candomblé desde sua criação causou admiração e o fascínio das pessoas que tinham contato com suas festas e rituais, sentir de perto a energia pura e maravilhosa de um Orixá e indescritível, é por sentir esse fascínio muitas sinhas pediam para também fazer parte desse culto, queriam ser iniciadas, as Yialorixas e babalorixas vivendo esse dilema, afinal "como iniciar uma branca no Orixá"? Então após alguns anos de insistência dessas mulheres que com o tempo também teve a adição de homens brancos fez com que eles criassem cargos dentro do Candomblé para integrar essas pessoas brancas e seu dinheiro. Esses cargos são: Padrinho ou madrinha de Orunko, Pai ou mãe pequeno(a) de um Yawo, Ekedys e Ogãs. Esses dois últimos também era cedido para os negros que não tinham a incorporação de Orixá.
Muitas pessoas tem um alto grau mediúnico e acabam desenvolvendo essa espiritualidade através das incorporações de entidades consagradas dentro da Umbanda, Jurema, Ijexa, etc. e por isso alguns sacerdotes acreditam que elas devam ser iniciadas no Orixá mais isso é um engano, pois a iniciação no Orixá se deve a sua ligação ancestral e não a seu grau mediúnico. A iniciação ao Orixá deve ser na maioria dos casos por amor ou chamado, a exceções, a casos estremos em que a pessoa por sofrer muita influencia dos espíritos negativos estar perturbada e não aceitar essa iniciação mais devido sua ancestralidade ela deva se iniciar para se realinhar com esses ancestrais e seu caminho.
O Candomblé e um culto de escolhidos não de convertidos!!
Muitos Sacerdotes(tisas), que para encher rápido sua casa ou para poder se gabar que tem muitos filhos de santo, fazem iniciações indiscriminadamente, sem o menor critério de seleção, falam para um simples consulente que ele está sendo cobrado pelo o Orixá por isso está sofrendo e que se não se iniciar o Orixá ira mata-lo ou fazer ele perder tudo e outra barbaridades, deixo aqui BEM CLARO que Orixá e uma divindade, um DEUS, e como tão ele não cobra ninguém, não tira nada de ninguém e nem mata ninguém, o Orixá não precisa de nós, ou de "comer" ou seja lá o que falam, somos nós que precisamos deles, mais nem por isso somos obrigados a nos iniciarmos em nada se não quisermos. Se a pessoa está com problemas, perturbada espiritualmente, desequilibrada emocionalmente, mentalmente ou espiritualmente, se ela está doente e essa doença e de cunho espiritual o que resolve tudo isso e fazer um EBÒ (trabalho de limpeza), um Bori (ritual que consagramos a nossa cabeça) e oferendas para determinados Orixás apenas e assim ela se religara com seu caminho e ancestralidade, não é necessário a iniciação no Orixá a menos que essa pessoa possa e queira se iniciar.

A iniciação em pessoas que não queiram ou pior não possam ser iniciadas acarreta em desgostos, frustrações, problemas pessoais e financeiros, doenças, desencadeiam depressões e em alguns casos causam desastres dentro da família como a morte de alguém ou do próprio iniciado! Repito, o Orixa não mata nem cobra ninguém, o que acontece e que como aquela pessoa não tem descendência sagrada e por isso não e permitido a iniciação o Orixá não a reconhece por isso não é ele que vem nos dias dos rituais e na iniciação e sim os Ajoguns(espíritos de baixa vibração que se alimentam de nossa energia vital e atrapalhar o comprimento de nosso destino), o sacerdote(tisa) tem que consultar varias vezes Ifá antes de realizar a iniciação de alguém para não causar mais problemas que solução!

Espero aqui estar contribuindo para o bom e sagrado Candomblé!!

JOGO DE BÚZIOS!

✨ Não aceite viver sem direção… Se algo não está fluindo na sua vida, existe um motivo — e também existe um caminho. Através do ...