segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Òssàguíán é o Òrísá regente para o ano de 2023.

Òssàguíán, será o Òrísá regente em nosso Ilè Asé em 2023.

Olá Família Omífáláyò passando para falar sobre os Òrísás regentes em 2023 em nosso Ilè Asé.

• Ano 2023 = 7

• Odu Odi Meji - A violência das águas.

• Odu Odi 7 = Òssàguíán + Ògún + Òbálúàìyé + Òlógùn'èdè + Òssàyn  + Èsú 

• Dia + Mês + Ano 01.01.2023 = 9

• Odu 9 = Oyá + Ìyémánjá + Ègún 

• Dia da semana = Domingo 

• Domingo = Ìbèjís (todos os Òrísás)

Para nós o ano de 2023 será regido por Òssàguíán, com influências de Esú e Ògún, nossas esperanças por um período melhor serão renovadas.

Estamos saindo do ano de 2022, que foi comandado por Sángò e Òssósí e de toda a agitação causada por Esú.

2023 chega com a determinação de Òssàguíán com a versatilidade de Esú.

Não será um ano fácil, mas estaremos determinados a resolver as carências e as nossas inseguranças. Isso porque, as energias combinadas desses Òrísás ampliaram a confiança em nossas aptidões.

• Influência do Odu regente:

✓ Lado Positivo: Teremos vitória no amor, vitória em trabalhos, venceremos grandes demandas.
Teremos  influências em todas as camadas sociais, viagens com propósito de lucros, sorte em qualquer tipo de jogo, heranças, bons empregos, conquistas de todos os tipos, bom gosto e boa aparência.

✓ Lado Negativo: Dificuldades, caminhos fechados, fracasso na vida conjugal e no trabalho, aliás, em tudo que se propõe a fazer, destruição, perseguição, vida complicada, viver em eterno começar, ganhar rápido e perder mais rápido ainda, pois nunca irá conseguir fixar-se com êxito financeiramente. Acontecerá grandes desfechos poderão ser contornados ou aliviados através de ebó, rezas, banhos, agrados, obrigações e um bom comportamento para com os Òrísás, procure Orientações.

• Influência de 2022:

✓ Lado Positivo: Transição, um ano marcado por tragédias, mas com grandes acertos, desafios vencidos.

✓ Lado Negativo: Mortes, perturbações, fim de ciclos, instabilidade financeira e emocional.

• Òrísá regente 2023:

✓ Òssàguíán 

• Òrísás influentes na regência de 2023:

✓ Òssàguíán + Ògún + Òbálúàìyé + Òlógùn'èdè + Òssàyn  + Èsú + Oyá + Íyèmànjá + Ègún 

• Saudação a Òssàguíán:

Èpá Bàbá! Admiração honrosa a presença do Pai.

• Atenção

Òssàguíán é a presença da força que buscamos no momento dos desafios, a sabedoria e coragem necessária para enfrentarmos os obstáculos em nosso caminho. É pai e filho, é o responsável por nossa criação e pela vida do mundo.


Por. Bábálórìsá Rafael Cirne L'Òmín T'Òsún.
Ilè Asé Iyá Omífáláyò

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Solidariedade a Casa Fanti Ashanti

A Sociedade Cultural e Religiosa Ilè Asé Iyá Omífáláyò - Bahia, através do Bàbálòrísá Rafael Cirne L'Òmín T'Òsún repudia severamente os atos de violência, intolerância religiosa e racismo praticados contra importantes centros de manifestação do Candomblé e a pessoas praticantes de religiões de matriz africana na Bahia e em todo território brasileiro, a saber:

1) o ataque ao terreiro Casa Fanti Ashanti @casa.fanti.ashanti no Maranhão, de liderança de Mãe Kabeca de Sángò por evangélicos.

Importante salientar que, além do direito constitucionalmente garantido de todos, sem exceção, professarem a sua fé, os atos destacados configuram crime de acordo com o código penal pátrio, extrai-se da letra da lei que dos crimes contra o sentimento religioso, constam o ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo, que descreve o ato da seguinte maneira:

Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um
terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

O preconceito, o ódio e o racismo de grupos e indivíduos fundamentalistas ligados a igrejas evangélicas, que acreditam deter a totalidade da razão e que somente suas formas de expressar a fé são válidas. Diante de fatos tão tristes, manifestamos nossa solidariedade a todas as vítimas desses ataques e ressaltamos o nosso compromisso com a pluralidade das inúmeras fés brasileiras, repudiando, confrontando e combatendo o racismo religioso.

O Asé Omífáláyò Terreiro de Candomblé - Combate o Racismo e toda prática de Intolerância desde 2014 anos de sua fundação.


Att,

Bàbálòrísá Rafael Cirne L'Òmín T'Òsún e toda Sociedade Cultural e Religiosa Ilè Asé Iyá Omífáláyò localizada na Bahia, Lauro de Freitas - Itinga

segunda-feira, 28 de março de 2022

Cuide e zele por quem cuida de você!


Sabemos que administrar e está a frente de uma casa de candomblé não é fácil, os pais e mães de santo popularmente conhecidos tem uma grande responsabilidade diária mesmo nos dias de compromissos pessoais. Eles além de orientar e cuidar dos filhos e filhas se desdobram com assuntos e afazeres diversos. É ai que entra o cuidar de quem zela e cuida de nós.

O Sacerdote ele é um só, para da conta de diversos assuntos, mesmo assim ele luta pra ser forte e mesmo sem forças muitas das vezes se mostra bem, é difícil ter acesso a um dia de dor de um Sacerdote, pois ele sabe que diversas pessoas tem em vista a sua imagem como um forte alicerce.

Mas esses líderes natos, também precisam de colo e atenção, é justamente o cuidado que citamos na chamada do card dessa postagem.

Saibam que todo Sacerdote faz o possível não só por um, mas por vários, então ele também gostaria de receber uma ligação, mensagem, um abraço, um aperto de mão, uma satisfação e até aquele retorno que muitas das vezes não acontece, seu Sacerdote precisa de você assim como você precisa dele.

Sei que muitas das vezes os filhos nem percebem essa necessidade, é mais fácil apontar que o Sacerdote não o procurou, que não se preocupou, sem saber que são tantas situações que eles terminaram esquecendo de si para cuidar e zelar por aqueles que o seguem.

Ser a cabeça de uma comunidade não é fácil, administrar vidas não é fácil, então antes de julgar, apontar seu Sacerdote reflita o quanto ele já fez por você e sempre fez o melhor para te ver bem.

Atenciosamente,

Bàbálòrísá Rafael Cirne L'Òmín T'Òsún
Terreiro Ilè Asé Iyá Omífáláyò
Localizado em Itinga, Lauro de Freitas

segunda-feira, 7 de março de 2022

Rezar nos conecta com os nossos Òrísás.

Todas as religiões empregam palavras especiais em suas cerimônias religiosas. O cristianismo "por exemplo", usa as rezas e orações. O Candomblé usa os Oríkì's (evocações e saudações) e as Àdúrà's (rezas ou orações).

Orar é comunicar-se com Olórum – Deus. A oração nos desliga do material e nos liga ao espiritual. Esta ligação com o divino nos faz experimentar da força daquilo que é considerado "irracional" que não pode ser visto e nem provado. Este poder só pode ser provado pela força da "fé" (certeza das coisas que não se vê) e pelo poder da oração ou com a comunicação com Olórum - Deus.

As orações podem ser de súplica, pedido, louvor, alegria e agradecimento. O agradecimento é uma das orações mais importantes, pois ela demonstra a nossa humildade e reconhecimento com resposta obtida pela oração.

A oração também pode ser feita de forma espontânea, sem palavras ou momentos especiais. O poder da oração é baseado em quem escuta nossa oração e a ela responde mediante a fé de cada um em: Deus, Divindade, Santo ou Òrísá.

Nossos mais velhos já dizia, que se repetíssemos a frase abaixo inúmeras vezes, por dia, poderíamos nos proteger de qualquer investida dos nossos adversários sobre nós e sobre quem amamos.

"O amor que Olórum - Deus tem por nós é maior do que a maldade dos nossos adversários!".


Carinhosamente,

Babá L'Òmín T'Òsún
Rafael Cirne
Ilè Asé Iyá Omífáláyò

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Orí - Cabeça

“A minha cabeça faz o bem para mim!
O criador do meu ser, faz o bem para mim!
A cabeça da serpente, não maltrata a serpente...
A cabeça da cobra, não maltrata a cobra...
A trepadeira da palmeira, protege a palmeira;
A minha cabeça faz o bem para mim!”

Que nosso Orí nos traga intuição e nos leve ao nosso destino, trazendo asé e prosperidade aos nossos caminhos.

Orí é quem nos acompanha por toda a vida, desde nosso nascimento, até após a morte, cuide bem da sua cabeça, cuide bem do seu Orí.

Asé!

Rafael Cirne
Bàbálòrísá
Ilè Asé Iyá Omífáláyò

sábado, 12 de fevereiro de 2022

5 Qualidades de Um Bom Filho de Santo.

Vejamos algumas características que alguns bàbálórìsà e ìyálórìsà admiram e buscam em um ìyáwo.

1 – Respeito 

Quando se diz respeito, envolve-se muitas coisas. Respeito ao próprio zelador somente não basta. Deve-se ter respeitos ao preceitos, aos mais velhos (ègbón) e também aos mais novos (àbúrò), pois sim, os mais novos também merecem seu devido respeito.

Fundamentalmente respeito ao sagrado, ao àse, aos òrìsà. Cada dia mais vemos pessoas denegrindo a religião e achando que tudo pode ser burlado. Tem ìyáwo que estando numa casa, fala mau do próprio zelador em outra. Ou ìyáwo que espera o zelador virar as costas para agir totalmente contrário ao que foi pedido ou orientado.

2 – Assiduidade

Uma casa de candomblé funciona como uma engrenagem e cada par de braços ali presente faz com  que essa engrenagem rode com mais facilidade. É muito importante que um iniciado esteja presente na casa para ajudar nas tarefas dos bastidores… antes, durante e após os festejos. Em nosso próprio ilé não se fica de visitante, se serve quem visita.

Roupas para se passar e engomar; alimentos e oferendas para serem preparadas; pátio para ser varrido e limpo; animais para se limpar e preparar àse e por ai vai. Durante os festejos: servi os convidados, auxiliar os que recebem seu òrìsà, orientar quem não conhece a casa.

Um casa de candomblé para quem apenas visita, tudo parece lindo, mas tem os bastidores corrido e agitado, que quando os filhos estão presente flui perfeitamente bem. Porém, quando o número é pequeno…. as tarefas ficam árduas e complicadas.

3 – Interesse Pelo Àse

Não adianta ter um corpo presente no ilé, faz-se necessário que o Ìyáwo seja membro atuante, cabeça pensante e que saiba promover bem seu ilé, os serviço religiosos do bàbálórìsà ou ìyálórìsà. Isso não só faz bem ao próprio barracão como a religião. Ìyáwo consciente é um ìyáwo que junto com o zelador ajuda a levantar a moral da casa.

Claro, há terreiros que são levados meio que na ditadura, onde o/a líder não deixa ninguém debaixo se meter em assuntos da casa, infelizmente há boas lideranças e más lideranças, sejamos francos.

4 – Lealdade à Casa e ao Zelador

Claro que aqui não entra a lealdade cega.  Mas cada dia mais nota-se um movimento de troca de casa e troca de àse que confunde a cabeça das pessoas. Um coisa é você trocar de casa, de zelador por problemas seríssimos com desavenças pessoais ou algo que o valha, falecimento, encerramento da casa, etc; agora, trocar de casa só porque a casa do amiguinho ou amiguinha vive mais cheia, o pessoal sai pra beber final de semana e coisas parecidas… aí vira bagunça. Aí não está sendo leal.

Se o seu zelador ou sua zeladora age de forma correta com você, se a situação está tranquila, não precisa ficar trocando de àse, de ilé, de pai de santo por modismos.

Outro perigo que atinge quem não é leal, é o famoso “santo errado”. Esse assunto ainda merece ser extensamente debatido entre o povo de santo, mas caso surja esses boatos com você, sente-se com seu zelador e só saia quando esclarecido.

5 – Ajudar a Casa Financeiramente

Momento crítico – dinheiro e candomblé sempre causam arrepios – mas uma casa não se paga sozinha, há contas, há gastos. Todos sabem sobre tudo que um barracão gasta e que sim, se faz necessário uma mensalidade ou ajuda de custo por partes dos participantes daquele ilé.

Temos que lembrar também que um barracão às vezes é morada de filhos mais desprovidos, ou aqueles que estão passando momento de crise precisando de um amparo.

Um bom Ìyáwo está sempre chegando junto nas mensalidades e vaquinhas para festejos ou famosa lista de feitura quando se tem uma obrigação de alguém da casa ou entrada de algum ìyáwo que não tem condições de pagar a feitura.

Conclusão e observações:

Não termina aqui as qualidades necessárias para se ser um bom filho de santo, eu sei, mas essas com certeza faz diferença.

Sim, um ìyáwo é o braço forte de um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, a base e o alicerce da casa de santo, pois imagina um barracão sem iyawo. Seria possível? Seria possível ter um terreiro atuante, mas sem ìyáwo? Pode se afirmar que sem Ìyáwo, sem candomblé.

Mas muita coisa que foi dita aqui esbarra em uma coisa ou em uma pessoa: o bàbálórìsà ou ìyálórìsà intransigentes, aqueles que não dão espaço para que nada seja dito ou feito. Então quando vejo algum iniciado indo contra o que foi dito acima, muitas vezes vejo aquele zelador general e carrasco. Lembre-se, escravidão acabou!!


Atenciosamente,

Rafael Cirne

Bàbálòrísá L'Òmín T'Òsún

Ilè Asé Iyá Omífáláyò

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Ori e Okan: cabeça e coração juntos.

“A cabeça de uma pessoa faz dela um rei”. O provérbio é yorubá. É o nosso destino, nossa conduta, nosso comportamento, nossa função na comunidade, nosso elo com as pessoas, nosso elo conosco. Talvez esse provérbio também fale sobre o cuidado com o qual pisamos na terra: “está firme? Não está firme?”; o cuidado nas nossas tomadas de decisões. Para mim, pensar sobre Ori é pensar sobre como pensar melhor e sobre como sentir melhor. Quem instituiu a cisão entre pensar e sentir quis que nós nos separássemos de nós mesmos, ruir o sentido de comunidade, de continuidade de uma pessoa na outra. Não há separação. Ori e Okan. Cabeça e coração são juntos. Talvez não adiante um bom destino se não soubermos lidar bem com as nossas emoções.

Há um outro provérbio yorubá que diz mais ou menos assim: “a água na panela que ferve demais, entorna e apaga o fogo que mantém a própria água aquecida”. A chama deve ser contínua para que a água aqueça, mas não entorne. O fogo é a nossa chama interna. Quantas vezes o fogo aumenta e a nossa água esborra? Quantas vezes não acolhemos nossas emoções e elas correm soltas descontroladas ou são completamente oprimidas dentro de nós nos causando dores e doenças?

Nesse tempo de pandemia, isolamentos, mais de 400.000 morte por causa do Covid-19, tanto desemprego, aumento da fome e da miséria, saudades das pessoas queridas, falar de Ori é também falar de saúde mental e falar sobre saúde mental é falar sobre emoção, sobre sentir, pois cada emoção nos diz algo sobre nós, sobre o nosso estado de espírito, sobre a nossa cabeça.

Eu compreendo, eu sei, que temos passado por momentos muito difíceis que fogem do nosso controle, mas sei também que para nós, aborixás, adoradores de orixá, o equilíbrio tende sempre a ser refeito e que os nossos, quando partem, não deixam de existir, tornam-se nossos protetores, nossos guardiões. Sei também que somos uma grande comunidade e que há afeto nela. Um ebó pode nos ajudar, mas uma escuta ativa, acolhedora também. Que não nos percamos uns dos outros neste momento tão difícil. Nossa fé nos alimenta e o afeto entre nós e as pessoas que amamos nos alimenta também. Obaluaye foi desrespeitado e depois reconhecido e louvado com respeito, Oxalá passou anos numa masmorra e depois teve sua dignidade e sua honra refeitas com glórias. Que a força de resistência de Obaluaye e Oxalá sejam a nossa força.

Hoje, mesmo em meio Às perdas e a crise coletiva em que estamos em que até o abraço precisa ser evitado, penso e sinto que devo Insistir em rezar de coração, acreditar de coração, olhar de coração, amar inteiramente de coração e acreditar que esta é também uma missão do meu Ori. Ser objetivo sem perder minha sensibilidade.

Um abraço distante e afetuoso.

JOGO DE BÚZIOS!

✨ Não aceite viver sem direção… Se algo não está fluindo na sua vida, existe um motivo — e também existe um caminho. Através do ...