terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Ení.

Esteira, Decisa, Eni, Enin, Adicissa, são nomes pertinentes a peça de artesanato, feita de vários materiais: Táboa(planta), sisal, palha, etc...


Muito usada no nordeste do Brasil e em terreiros Afro-brasileiros.

Objeto sagrado, muito importante para o povo do Candomblé, fazendo parte de quase todos os rituais como:

Mesa de oferendas e comidas ritualísticas dos iniciados ou não.


Mesa de ebós e comidas de Orixás prontos.


Amparo durante os Pawós dos iniciados.


Suporte para ervas, durante a Sassanha(sasayn).


Cama do Yawô, onde por baixo dela são feitos os ÒRÓS(segredos)da feitura.


Mesa, sendo base para comidas de ajeun do Yawô.


Como mesa e cama no ritual BORI. Etc...

PORQUE DORMIR NA ESTEIRA?


O Candomblé tem a crença de que os próprios Orisás viveram por algum tempo na Terra. Naquela época onde a humanidade ainda dava seus primeiros passos há milhares de anos, a vida era muito mais ligada a natureza e com menos conforto do que experimentamos hoje em dia.

Os iniciados que ainda estão de preceito, devem por estar com o Orisá próximo a eles durante esse período, imitar alguns dos costumes que os próprios Orisás tinhas, quando em sua passagem terrena: Dormir em esteiras, e não se secar após o banho, entre outros.


O Luxo de uma cama, um conforto melhor, deve ser deixado para trás, durante rituais com Orisás, Pois bem sabemos, nascemos novamente, com as características dos nossos Orisás.

Dormir na esteira representa o retorno ao principio da vida, o reencontro com a ancestralidade. Dormimos na esteira para ter contato com o elemento que nos deu a vida: A Terra!


Também porque precisamos esquecer a vaidade, as futilidades e os confortos modernos, estamos renascendo e precisamos fazer isso de forma humilde.

Existe algumas considerações importantes sobre como manusear a esteira, dentre elas cito algumas:


- Pessoas de Orisá masculino não carregam a esteira.


- Pessoas de Orisá feminino carregam a esteira.


- Pessoas iniciadas, homens ou mulheres, de Orisá masculino, não levantam a esteira do chão.( GERA ATÉ DISCUSSÕES rs)

Eni ou Enin, usadas no Útero de uma casa de Candomblé, geralmente são ofertados à Yèmònjá ou Òsún, no ritual Afexu. 

Asé...


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

ASÉ OMÍFÁLÁYÒ.

O ASÉ OMÍFÁLÁYÒ, É FILHO DO ILÊ AXÉ OBÁ OMIM IYAMASSÊ, LOCALIZADO NO BAIRRO DE ITINGA - LAURO DE FREITAS-BA, LIDERADO PELO BABÁLÓRÍSÁ, JOSÉ ROBSON DE SOUZA SANTANA - OBÁ LOGY, NETO DO ILÊ TRÊS UNIDOS, LOCALIZADO EM PARIPE - SALVADOR-BA, LIDERADO PELA IYÁLÓRISÁ ELISA MARIA DAS DORES, FUNDADO NO ANO DE 1970.

O ILÈ ASÉ IYÁ OMÍFÁLAYÒ, LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DE LAURO DE FREITAS - BAHIA, INICIOU SUA MISSÃO EM 2014, APESAR DAS DIFICULDADES EM SUA JORNADA, O ILÈ ESTÁ EM ATIVIDADE, MANTENDO ASSIM A UNIÃO, O RESPEITO E ACIMA DE TUDO A FÉ, SEGUINDO POR CAMINHOS PRÓSPEROS, DISSEMINANDO O ASÉ E MANTENDO AS TRADIÇÕES.

LIDERANÇA: RAFAEL CIRNE, L'ÒMÍN TY ÒSÚN.
NAÇÃO: ÀLÁKÈTÚ.
ÒRÍSÁ REGENTE: ÒSÚN KÁRÈ.

CASA DE FORÇA SUSTENTADA POR IYÁ ÒSÚN, FUNDADA EM 2014 POR RAFAEL RODRIGO CIRNE SANTANA, MAIS CONHECIDO POR L'ÒMÍN TY ÒSÚN KÁRÈ.

PRESERVAR O CULTO AOS NOSSOS ANCESTRAIS, DEFENDER A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA, SOCIALIZAR, TRANSFORMAR VIDAS ATRAVÉS DO RESGATE AO RESPEITO A DIVERSIDADE.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Xaorô (Sàòró).

São anéis providos de guizos utilizados nos tornozelos pelos Iyawos, com uma dupla função, protegê-los de possíveis forças negativas e manter a mãe criadeira informada sobre o movimentos do recém-nascido para o Orisá. 

Segundo o povo de santo, o xaorô livra o iniciado da morte.

Esses anéis com barulho também são usados nos tornozelos pelas crianças abikús, para afastar os companheiros que tentam vir buscá-los no mundo e lembrar-lhes suas promessas. 

No caso dos abikús, constituem verdadeiros talismãs, preparados pelos babás e iyas para que os membros da sociedade dos abikús, Egbé ará orun, deixem nos em paz.

O Xaorô(guizo), tem simbologia aproximada a do sino, sobretudo pela percepção do som. 

Simboliza o ouvido e aquilo que o ouvido percebe, que é reflexo da vibração primordial. 

A repercussão do Xaorô é o som sutil da revelação. Muitas vezes têm por objetivo fazer perceber o som das leis a serem cumpridas. 

Universalmente, tem um poder de purificação, afasta as influências malignas ou pelo menos, adverte da sua aproximação. 

Sem dúvida, simboliza o apelo divino ao estudo da lei, a obediência à palavra divina, sempre uma comunicação entre o céu e a terra, tendo também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.

Todos os Orisás usam o XAORÔ, mais o mesmo pertence a OBALUAIYÊ.

Obaluaiyê gostava muito de passear, saía e esquecia de tudo.

Yemonjá vivia preocupada com seu filho, pois não sabia do paradeiro do mesmo. Para saber por onde Obaluaiyê andava, achando-o facilmente, Yemonjá colocou xaorôs em seu tornozelo.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Adjá, Instrumento Sagrado.

Adjá, Adjarin(ÀÀJÀ EM IORUBÁ) é uma sineta de metal, utilizada pelos sacerdotes do candomblé, durante as festas públicas, acompanhando o toque. Usado também nas oferendas, como a finalidade de chamar os Orisás ou provocar o transe(incorporação).

O objeto pode ser de uma, duas, três e até 4 sinetas e o cabo geralmente é do mesmo material, que pode ser de bronze, metal, dourado ou prateado.

Atualmente existem no mercado muitas variações e se adornam estes com buzios, pedras, miçangas, palha da costa, entre muitos outros enfeites.

É um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do candomblé.

É comum vermos nas rodas de Candomblé, pessoas mais velhas de santo, tocarem esse instrumento enquanto dançam para e com os Orisás.


Seu manuseio, no entanto é vedado aos que ainda são Yawôs, ou seja: Aqueles que ainda não possuem sua obrigação de Sete anos. Também aos não iniciados nos preceitos da religião.

Durante a dança, o instrumento serve para invocar e manter a vibração do Orisá na sala, para que a energia não saia daquele local onde está sendo realizado o candomblé.

Quando se dança com algum Orisá, uma Ekedi ou um Sacerdote, dançam acompanhados desse instrumento para guia-lo durante o ritual.

Já em determinadas situações como rezas e outras obrigações, o Adjá tem a função de chamar nossos Orisás para aquele rito, fazendo com que os mesmos abandonem temporariamente o ORUN(morada), para se manifestarem em seus fillhos.

Também usamos o Adjá para anunciar o inicio de algum ritual ou para chamar atenção das pessoas para algum ato importante.

Com tudo no Candomblé, o Adjá passa pelo processo de imantação e dado a esse que somente pessoas autorizadas podem  toca-lo.

De Esú a Osalá, todos  eles respondem ao chamado desse instrumento litúrgico, bastando que a pessoa saiba como utilizá-lo. Seu som chama a atenção dos Orisás, anunciando que alguma coisa está sendo feita naquela casa.

O Adjá provoca o transe das pessoas, quando tocado acima de suas cabeças, pois no processo de imantação, ele recebe as energias do sacrifício que foi oferecido a determinado Orisá.


Pessoas que ainda não possuem direito de usá-lo, são imediatamente incorporadas por seu Orisá ao pegarem no mesmo.  Nosso zelador utilizou aquele instrumento para chamar nosso Orisá, desde o nosso BORÍ até nossa INICIAÇÃO,  sendo assim, como vamos sair tocando ADJÁ sem termos recebido autorização para o tal?

Vale lembrar que quando recebemos a autorização para manusear esse instrumento, nosso Orisá costuma vir para que seja “QUEBRADA A QUIZILA” e assim, ele possa reconhecer nosso direito.

Usado em cerimônias festivas ou não, o Adjá é de sua importância no Candomblé e se você ainda não está autorizado para fazer uso do mesmo, não faça!

Não pegue e nem utilize, pois as conseqüências podem ser graves.

ASÉ!

domingo, 21 de janeiro de 2018

Você sabia?

VOCÊ SABIA QUE A FAVA ARIDAN, PROTEGE  UMA ROÇA DE CANDOMBLÉ CONTRA FEITIÇOS?

DEVE-SE SEMPRE PENDURAR UMA FAVA NA PORTA DE ENTRADA DE UMA ROÇA, PARA QUE A MESMA AVISE O BABALORISÁ OU A IYÁLORISÁ SOBRE UMA DEMANDA, POIS A ARIDAN BRILHARÁ, AVISANDO QUE ESTÁ COMBATENDO UM MAL.

SE VOCÊ NÃO SABIA, APRENDEU!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Sobre nosso Asé!

Ilè Asé Iyá Omífáláyò

(Casa de Força Onde a Mãe das Águas nos trás e firma Alegria)

O Ilè Asé Iyá Omífáláyò é uma casa de Alaketú, situada em Itinga - Lauro de Freitas, Bahia, cujo zelador espiritual é Rafael Cirne T'Òsún, iniciou sua vida espiritual em 27 de Dezembro de 2009, no Ilê Axé Obá Omim Yamassê, casa de Pai Robson T'Sángò (Itinga - Lauro de Freitas, Bahia), aos19 anos de idade, recebendo em seu Oruncó a Digina de Àbáyòmí.

É um espaço onde se concentra e se condensa o ASÉ. 
Espaço este sagrado e sacralizado onde moram os Òrísás na Terra. 
É uma partícula do Orùm (espaço celestial), no Aiyê (Terra). Pois desde a época das origens de ÒLÓDÚMÁRÈ, este determinou que na terra existissem lugares para os homens se encontrarem com os Òrísás, uma vez que estes não poderiam ir ao Orum, quando bem quizessem. 
Por isso foram criados os Terreiros. 
Um espaço para a oportunidade de encontros "SAGRADOS" com os intermediários de ÒLÓDÚMÁRÈ com os seres Humanos. 

Como todo terreiro, o Ilè Asé Iyá Omífáláyò é um Templo, uma Congregação onde tudo que é profano, isto é, dos homens, não tem valor.

Em nosso Asé impera a vontade, os hábitos e os costumes dos Orixás, como no Orùm, a morada de ÒLÓDÚMÁRÈ e de seus filhos, os Òrísás. 

Em nossa roça de Candomblé, a vida é PLENA: TERRA, ANIMAIS, INSETOS, PLANTAS, PEDRAS, PESSOAS, SOL, CHUVA, RAIOS, VENTOS E TODA A NATUREZA, compoem o seu espaço. 

Nosso Terreiro é a Casa dos Orixás onde os homens habitam, e NUNCA A CASA DOS HOMENS ONDE OS ÒRÍSÁS VISITAM. 

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL RELIGIOSO DO ILÈ ASÉ IYÁ OMÍFÁLÁYÒ.

A vida feliz e próspera, a boa vida, as boas conquistas, a sorte, a saúde, entre outras coisas que almejamos, dependem de um princípio importante: A HARMONIA ENTRE OS DOIS NÍVEIS DE EXISTÊNCIA: O ORÙM E O AIYÊ, resultando num perfeito equilíbrio de energias. Cada iniciado é uma partícula do Aiyê e o seu Òrísá é uma parte do Orum.

Entre eles, o princípio fundamental da Harmonia tem que estar vigorando, caso contrário não há sucesso, não há felicidade e não há ASÉ.

MAS O QUE É O ASÉ?!

É a ENERGIA POSITIVA que só emanda de Òlódúmárè. O Pai, Òlódúmárè é o único gerador do Asé.

Energia vitalizadora e restituidora que dinamiza a vida, isto é, QUE FAZ A VIDA CAMINHAR.

Os Òrísás são detentores de Asé, recebem de Òlódúmárè para compartilharem com nós humanos. 

O ASÉ é a força invisível que proporciona a PAZ E A FELICIDADE.
O ASÉ é a força transformadora de tudo. O ASÉ É TRANSMITIDO AOS FILHOS ATRAVÉS DE PRECEITOS SAGRADOS, OFERENDAS, DOS BANHOS, DOS CÂNTIGOS E DO BOM RELACIONAMENTO ENTRE OS ÒRÍSÁS E SEUS FILHOS. 

Válido é lembrar que o tamanho do seu ASÉ será do mesmo tamanho de sua FÉ.

"O ORÙM TRANSFERE ASÉ PARA O AIYÊ QUANDO E SOMENTE QUANDO AMBOS ESTÃO EM PLENA SINTONIA E HARMONIA."

COMO É O CULTO DE ÒRÍSÁS EM NOSSO ILÈ ASÉ?!

Ser iniciado no culto do Òrísá, implica na OBRIGATORIEDADE de se manter O PRINCÍPIO DA HARMONIA.

Mas como nos harmonizamos com os Orixás?!

Alguns mandamentos já foram revelados, para que O PRINCÍPIO DA HARMONIA seja conseguido: A HUMILDADE, A ASSIDUIDADE, AS OBRIGAÇÕES RIGOROSAMENTE EM DIA, OS BANHOS, OS ORÔS, E OUTRAS COISAS QUE NOSSOS ORIXÁS NOS PEDEM ATRAVÉS DO JOGO DE IFÁ (BÚZIOS).

O espírito de colaboração e de coletividade para que A CASA DO ÒRÍSÁ, O TERREIRO, funcionem ininterruptamente e dessa forma possam cumprir a determinação de Òlódúmárè, que é atender a humanidade, é também uma outra maneira de buscar harmonia.

Para que nosso Terreiro de Asé funcione adequadamente, é preciso a participação de toda a comunidade. Todos os ORIXÁS que moram no Terreiro, atuan dentro de nós, e exigem que participamos do COMPLEXO SISTEMA QUE PERMITE A FUNCIONABILIDADE DE NOSSA CASA DE SANTO. 

Outro pricípio fundamental em nosso Asé é o grande Respeito Hierárquico entre os cargos atribuídos aos filhos de santo, bem como o respeito a Todas as Religiões e Diferenças, inclusive de acordo com a Legislação Federal Vigente. Isso também estabelece a relação Orum/Aiyê.

Caso não haja um bom relacionamento entre Filhos Iniciados e seus Òrísás, um distanciamento entre eles acontecerá. O resultado disso é o Desequilíbrio ou a Perda de Asé.

REFLEXÃO: O QUE O SEU ORIXÁ QUER DE VOCÊ ???

Att,

Bábálòrisá Rafael Cirne T'Òsún.

TOLERÂNCIA ZERO COM FOFOCA.

Entramos em uma religião para nos tornarmos melhores e não para encher nossas vidas de fofocas e confusões.

Tá na hora de entendermos que o Candomblé é uma religião e como toda fé deve ser, respeitada, cultivada e acima de tudo amada nos melhores e piores momentos.

E antes de reclamar ou parar sua vida para falar dos outros, analise bem:

- Osé foi dado?
- Mensalidade em dia?
- Quantas vezes por semana você se dedica ao seu asé?
- Cumpre as restrições alimentares?
- Sabe cantar pelo menos o sirè do seu Orisá?
- Aprendeu fazer um acaçá?
- Sabe qual é a folha do seu santo?
- Já ligou na casa de asé para perguntar se precisam de algo?
- Quantas funções de irmãos que estão iniciado você participou desde que foi iniciado?
- Tem carinho com as coisas do seu Orisá?
- E o principal: O que te levou ao Candomblé?

Responda essas perguntas e no final, com certeza você irá tomar muito mais conta da sua vida do que apontar o próximo.

Aprendi que, fé se orienta, quem ensina de verdade é a VIDA!

JOGO DE BÚZIOS!

✨ Não aceite viver sem direção… Se algo não está fluindo na sua vida, existe um motivo — e também existe um caminho. Através do ...